Um programa municipal que prevê a atuação de voluntários na segurança pública em Florianópolis passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de gastos que ultrapassam R$ 635 mil em recursos públicos. O dado foi revelado em reportagem da jornalista Amanda Miranda (@amandamiranda_jornalista ), publicada pelo ICL Notícias (@icl.noticias ), com base em informações do Portal da Transparência.
Apesar de os participantes serem classificados como voluntários, os registros oficiais apontam pagamentos classificados como “ressarcimento”, com valores que variam conforme a carga horária. Há repasses a partir de R$ 125, podendo chegar a R$ 250 por turno, além de valores acumulados mais elevados ao longo do período analisado. Os nomes dos participantes aparecem como credores, e não como servidores públicos.
A reportagem também destaca a ausência de detalhamento sobre os pagamentos. Não há, nos registros públicos, comprovação por meio de notas fiscais ou documentação que permita rastrear de forma completa a aplicação dos recursos, o que dificulta a fiscalização.
O caso ganhou repercussão após o vereador Leonel Camasão (@camasao5 levar o tema à tribuna da Câmara Municipal. Segundo o parlamentar, o valor já gasto seria suficiente para custear a contratação de até 61 novos agentes concursados da Guarda Municipal.
O Ministério Público de Santa Catarina orientou a suspensão imediata do programa ao apontar possíveis irregularidades na iniciativa. Apesar da recomendação, o prefeito de Florianópolis informou que não irá acatar a medida neste momento.
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