EXCEDENTE DE 242 MIL PESSOAS
A taxa de ocupação dos espaços destinados à prisão no Brasil está em 150,3%. Ao todo, são 483 mil vagas para 726 mil encarcerados. Ou seja: o excedente é de 242 mil pessoas privadas de liberdade.
O levantamento foi feito pela CNN com base no Geopresídios -- plataforma do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que reúne informações atualizadas sobre inspeções no sistema prisional brasileiro.
Em todo o país são 2405 unidades destinadas à prisão, que vão desde delegacias e hospitais de custódia a presídios de segurança máxima. Nos últimos três meses, 1.836 foram inspecionados pela Justiça.
São Paulo é a unidade da federação com o maior número de locais destinados a prisão – 308. Por outro lado, Roraima é com o menos estabelecimentos: 8 – a maioria na na capital, Boa Vista.
Alguns dados chamam atenção, como presídios e cadeias localizadas nas áreas de fronteira. Em Amambai, no Mato Grosso do Sul, a taxa de ocupação do estabelecimento penal é de 288%. Para 67 vagas há 193 presos, sendo 56% em prisão preventiva.
Próximo dali, na Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí, a ocupação está em 296% -- são 752 presos para 254 vagas. Ambas as cidades estão na divisa com o Paraguai, rota do tráfico de drogas.
Até mesmo os estabelecimentos penais femininos estão superlotados, como o de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, a ocupação está em 129%. Na fronteira com a Bolívia a situação não é diferente. Em Cáceres, no Mato Grosso, a taxa de ocupação da cadeia pública está em 155%.
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